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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Com quantos toques se faz uma amizade




Bem, sou dessas. Empatia é fundamental para que revele meu lado mais secreto. Não que seja nada de fantástico ou de outro mundo, mas confiança e um toque bacana de sexto sentido são fundamentais nos teste da amizade. E amizades, assim como todas as relações mais sérias, precisam ser testadas.
Vejam o caso desta mocinha, tão teimosa e birrenta, ao mesmo tempo tão doce e prestativa. O coração nem cabe dentro do peito; o sorriso, sempre espontâneo, parece remédio de vó, capaz de tirar aquela dorzinha chata que tanto nos aborrece.
Vanêssa não é só diferente na grafia do nome ou no sobrenome imponente, digno dos barões da cana-de-açúcar. O semblante sereno contrasta com uma personalidade forte, cheia de valores construídos pelos passos e pelos calos. Até seus patrões espirituais são, no mínimo, incomuns. O lilás é praticamente uma sombra dela e talvez por isso tenha um abraço tão reenergizante.
O que posso dizer do meu empirismo é que devo a essa doçura o começo da minha adaptação e da minha aceitação em Macaé. Quando ninguém me compreendia ou estava ocupado demais para dar valor às minhas lágrimas, ela me abraçou, não me julgou e me acolheu. Conseguiu transpor para sua própria experiência o meu momento de dor. E é por isso que deixei a minha amada amiga por último, porque não queria escrever uma crônica, com palavras bonitas ou poetizar uma relação. Queria contar para todo mundo o valor dessa moça e essa importância que ela teve e sempre terá na minha vida. Vanêssa conseguiu, na minha modesta lista de seleções, ocupar alto grau de consideração ao lado de pessoas que há anos encontram-se no boteco dos amigos, dentro do batuque do meu coração!

quinta-feira, 10 de março de 2011

O segredo da mochila



Que há naquela mochila preta, entre o colo ovalado e a mesa do prelúdio? Sonhos, temores, projetos, armadilhas ou autosabotagem, pedaços de doçuras, crenças, valores, aventuras em forma de recordação...
Na mochila do rapaz alto, de semblante tímido, porém audaz, os mais profundos segredos estão reservados, protegidos pelo abraço zeloso que não os abandona nem nos momentos de descontração em seu 'trono' de couro.
O “rei da redação” talvez guarde na mochila parte de cada um de seus súditos em forma de símbolos, lembranças, partes de não-sei-o-que-que-não-se-quer-lembrar, momentos de solidão, de incompreensão, de impotência; fantasias e desejos – recônditos da alma.
Mas há muitos sorrisos guardados na mochila, contentamento de planos bem sucedidos, de alegrias de gente, de prosperidade, de autoestima, de carinho, de juventude e reconhecimento. Enfim, a mochila é o índice da vida daquele rapaz, cheio de poder e ainda tão no início da vida, com muitas e múltiplas estradas e escolhas a serem feitas.
Para os desvios, a mochila guarda os mapas de retorno à trajetória; para as surpresas boas, a mochila tem sempre um cantinho que a reserva como bateria que o move em busca de novos rumos; para as surpresas nem tão saudáveis, a mochila tem o remédio lá no fundo do mais escondido zíper – refúgio da alma.
A mochila do reizinho (ou reizão) é a tez de uma vida de batalhas, sucessos precoces, escolhas fadadas e muitas promessas. Guarda na tua mochila, reizão, tudo aquilo que construíste com tua essência – num compartimento secreto, onde ninguém possa mecher ou alterar; e deixa ela longe de tudo o que não te acrescentou nada ou pouco nessa busca pela perfeição, comum a todos aqueles que perseguem a excelência. Afinal, é preciso esvaziá-la de vez em quando, abrindo espaço para o novo.
Et où en serions-nous sans nos boîtes de secret?
La réussite et le bonheur à vous toujours, quel que soit le choix chemin que vous...
(essa foi em homenagem ao grande interesse pelo francês dessa redação e deste jornal – mas o significado das poucas palavras é real e de coração!)
Vive la fête!
 
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