Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira... aquele que sonda os corações...
Blogue Língua alheia
-
*Criei um blogue só para publicar as traduções que tenho feito, de modo
amador, ao longo dos últimos anos.*
*Quem quiser visitar basta acessar Língua al...
Há 5 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário